• Contatos
  • Login
  • Mapa do Site
  • Institucional
    • História
    • Presidente
    • Representatividade
    • Atuação
    • Diretoria Fenacon – Gestão 2026/2030
    • Política de privacidade
  • Notícias
    • Press Clipping
    • Rede de Notícias
    • Fenacon na Mídia
  • Reforma Tributária
  • Missão Empresarial
  • Multimídia
    • Vídeos
    • Podcasts
    • Revista Fenacon
  • UniFenacon
  • Entidades Filiadas
Notícias

Estudo aponta que sistemas tributários na América Latina ampliam desigualdades de gênero, raça e classe

2 de abril de 2026 Publicado por Fernando Olivan — Comunicação Fenacon

Compartilhe:

Análise comparativa revela como estrutura de arrecadação e padrões de consumo moldam a distribuição da carga tributária

Pixabay

Sistemas tributários de países da América Latina são majoritariamente regressivos e contribuem para aprofundar desigualdades estruturais de gênero, raça e classe, de acordo com o estudo “Análises dos impactos tributários sobre as desigualdades de gênero, raça e classe para Brasil, Colômbia e México”. A análise foi apresentada, na quarta-feira (25/3) de forma híbrida, no âmbito da Plataforma Regional de Cooperação Tributária para a América Latina e o Caribe (PTLAC).

Durante a abertura da apresentação, a assessora da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, Ana Paula Guidolin, destacou que o estudo resulta de um diagnóstico amplamente compartilhado na região. Segundo ela, “nossos sistemas tributários seguem sendo, em grande medida, regressivos e contribuem, em vez de corrigir, para desigualdades estruturais profundas na América Latina e no Caribe”.

Guidolin ressaltou ainda que essas desigualdades “não são neutras” e têm “uma clara dimensão de gênero, raça e classe”, o que exige uma abordagem mais abrangente na formulação de políticas públicas.

Relação entre impostos sobre consumo e desigualdades

A coordenadora acadêmica do levantamento, Cristina Pereira Vieceli, explicou que a estrutura tributária dos países analisados, Brasil, Colômbia e México, apresenta forte predominância de impostos indiretos, que incidem sobre o consumo e afetam proporcionalmente mais os mais pobres.

“Os sistemas tributários da América Latina e do Caribe são caracterizados pela predominância de impostos indiretos sobre os diretos e isso reproduz efeitos regressivos que aprofundam as desigualdades de gênero, raça e classe”, afirmou.

Segundo a pesquisadora, esse modelo impacta de forma desproporcional as mulheres, especialmente mulheres negras, indígenas e afrodescendentes, que já enfrentam precariedade maior no mercado de trabalho, assim como maior carga de trabalho não remunerado.

Vieceli destacou que a desigualdade tem caráter interseccional e não pode ser analisada de forma isolada: “não se trata apenas de analisar gênero, raça ou classe separadamente, mas de compreender como essas dimensões se combinam para produzir experiências específicas de desigualdade e exclusão”.

A pesquisa evidencia que impostos sobre consumo, como o IVA, são regressivos nos três países analisados, ao passo que os impostos sobre renda tendem a ser progressivos. “O IVA é regressivo em todos os países”, resumiu Vieceli.

Por outro lado, o imposto de renda apresenta caráter progressivo, ainda que com diferenças relevantes entre os países. No México, por exemplo, essa progressividade é menor, em parte pela ausência de faixa de isenção.

Ainda assim, mesmo com avanços recentes, a estrutura tributária permanece onerando principalmente os grupos mais vulneráveis. “A tributação continua afetando de maneira mais intensa a população de menor renda”, afirmou.

Padrões distintos de consumo entre grupos sociais

A análise também identificou padrões distintos de consumo entre grupos sociais, que influenciam diretamente a incidência dos tributos. Famílias chefiadas por mulheres tendem a concentrar os gastos em habitação, enquanto aquelas chefiadas por homens destinam mais recursos ao transporte. Já o fator racial aparece com maior peso no consumo de alimentos, especialmente entre populações negras e grupos com reconhecimento étnico-racial.

Essas diferenças ajudam a explicar por que determinados grupos pagam proporcionalmente mais impostos, sobretudo aqueles incidentes sobre bens essenciais.

Diante desse cenário, o estudo defende a adoção de políticas tributárias mais progressivas e com recorte explícito de gênero, raça e classe. Entre as recomendações, estão a redução do peso dos impostos indiretos, o fortalecimento da tributação sobre renda e patrimônio e a ampliação de mecanismos como devolução de impostos (cashback) para populações de baixa renda.

Vieceli enfatizou que mudanças estruturais são urgentes, ainda que desafiadoras do ponto de vista político: “É muito urgente reduzir os impostos indiretos em relação aos diretos”.

Importância dos dados

Cristina Vieceli também defendeu a importância de aprimorar a produção de dados para permitir análises mais precisas: “A questão dos dados, embora pareça simples, é muito importante para permitir análises mais robustas”.

Ao final, Guidolin destacou que o estudo contribui para o debate regional e pode orientar futuras políticas públicas. Para ela, avançar em sistemas tributários mais progressivos “não é apenas uma questão de eficiência ou arrecadação, mas também de justiça social e de construção de políticas mais equitativas”.

O trabalho também busca subsidiar discussões internacionais sobre cooperação tributária, incluindo negociações no âmbito das Nações Unidas.

Fonte: Ministério da Fazenda

Navegação de posts
Post Anterior
Próximo Post

Mais Lidas

  • 2 de março de 2026

    FENACON encerra Missão Empresarial em Orlando com imersão estratégica e conexões globais

  • 3 de setembro de 2026

    Nanoempreendedor está livre do CNPJ Técnico

  • 3 de setembro de 2026

    Receita Federal aperfeiçoa regras de acompanhamento da fruição de benefícios fiscais

  • 3 de setembro de 2026

    São Luís sediará o 16º módulo do curso sobre Reforma Tributária do Consumo

  • 3 de setembro de 2026

    CNC garante avanços em relatório da Taxa das Blusinhas

Posts Relacionados

  • 3 de setembro de 2026

    Receita Federal aperfeiçoa regras de acompanhamento da fruição de benefícios fiscais

  • 3 de setembro de 2026

    CNC garante avanços em relatório da Taxa das Blusinhas

  • 2 de setembro de 2026

    Fenacon parabeniza SESCON-RJ pelos 40 anos de representatividade, compromisso e parceria

  • 2 de setembro de 2026

    IA avança na contabilidade: 78% dos profissionais já usam tecnologia no trabalho e 58% veem ganho de valor estratégico na profissão

Veja mais

Mapa do Site

Institucional

  • História
  • Presidente
  • Representatividade
  • Atuação
  • Diretoria Fenacon – Gestão 2026/2030

Notícias

  • Press Clipping
  • Notícias
  • Rede de Notícias
  • Reforma Tributária
  • Missão Empresarial
  • Fenacon na Mídia
  • 21ª CONESCAP

Multimídia

  • Vídeos
  • Podcasts
  • Revista Fenacon

Outros

  • Entidades Filiadas
  • UniFenacon
  • FenaconCD
  • Política de privacidade

Fale Conosco

Telefone: 61 3105-7500

E-mail: fenacon@fenacon.org.br

Siga a Fenacon

Nosso Endereço

Setor Bancário Norte, Quadra 2, Lote 12,
Bloco F, Salas 904/912 - Ed. Via Capital
Brasília/DF, CEP 70040-020

Assine nossa Newsletter

Ao se inscrever, você concorda com nossa Política de Privacidade

© 2026 Fenacon. Todos os direitos reservados.

Gerenciamento de Cookies
Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência. Ao continuar navegando, você aceita integralmente nossa Política de Privacidade. Retirar o consentimento pode afetar negativamente certos recursos e funções.
Funcional Sempre ativo
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou com a finalidade exclusiva de efetuar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenar preferências que não são solicitadas pelo assinante ou usuário.
Estatísticas
O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins estatísticos. O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anônimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte de seu provedor de serviços de Internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para criar perfis de usuário para enviar publicidade ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites para fins de marketing semelhantes.
  • Gerenciar opções
  • Gerenciar serviços
  • Gerenciar {vendor_count} fornecedores
  • Leia mais sobre esses objetivos
View preferences
  • {title}
  • {title}
  • {title}